segunda-feira, 31 de maio de 2010

Como utilizar as redes sociais









Somente em setembro de 2009, segundo pesquisa do Ibope Nielsen Online, 59 milhões de pessoas utilizaram comunidades e ferramentas de mensagens instantâneas no Brasil. Redes sociais como Twitter, Facebook e Myspace já fazem parte do dia-dia da maioria dos internautas. Dados do Instituto Informa/Binder apontam que 18% dos usuários de internet preferem as redes sociais como forma de comunicação, seja ela pessoal ou corporativa.

As empresas utilizam essas ferramentas para aumentar sua exposição, medir sua aceitação perante o mercado onde estão inseridas, para obter feedback diário e imediato de suas ações e com isso contornar, ou até mesmo evitar, possíveis crises. E também para mapeamento de tendências e comportamentos dos consumidores.

O Twitter, por exemplo, se tornou o símbolo da interação virtual. O usuário pode emitir uma única mensagem instantânea que serão vistas por diversas pessoas ao mesmo tempo, sem as formalidades “exigidas” pelos emails e sem necessidade de resposta. Sua disseminação no mundo corporativo facilita e acelera os contatos e as relações.

Segundo pesquisa realizada pelo IBOPE, em março de 2009 o Twitter teve um crescimento de 96,8% no número de usuários, entre perfis corporativos e pessoais. Essa presença cada vez mais maciça neste tipo de rede social traz aumento da exposição de pessoas e suas idéias, e portanto, merece ser tratada com seriedade, como se houvesse de fato, um código de comportamento virtual.

Para Ivan Witt, head hunter e sócio da Steer Recursos Humanos, empresa especializada em seleção para cargos de alta qualificação e aconselhamento profissional, cuidados devem ser tomados dentro do espaço virtual. Afinal, nele estão presentes não só amigos e familiares como gestores, chefes, políticos, jornalistas, colegas de trabalho, e todas as vertentes pessoais e profissionais que fazem parte da vida dos internautas.

O que pode e o que não pode se tornar público?

“É preciso ter critérios na utilização das redes e analisar qual é o objetivo com as postagens de idéias, pensamentos ou sugestões.”, diz Ivan Witt. “Não é porque a internet é um ‘campo aberto’ que se deva abastecer uma página com qualquer tipo de informação”, completa.

Se o interesse for profissional seja bastante seletivo. “Não misture informações de fórum intimo, ou estará sujeito a interpretações que nem sempre lhe favorecerão” alerta Ivan. “Relatos detalhados de sua vida pessoal na internet passam a ser públicos e as conseqüências disso fogem ao seu controle” completa.

Informações institucionais devem ser tratadas com ainda mais cuidado. Empresas estão ligadas a um grande número de internautas: clientes, funcionários, fornecedores, governo, etc. Nesse campo, qualquer deslize pode ser bastante prejudicial.

“Até mesmo na utilização das redes sociais por razões pessoais, é preciso cautela”, alerta Witt. “Se seus ‘seguidores’ ou ‘amigos’ fizerem parte de seu ‘networking’ profissional, seu perfil estará sujeito a interpretações da mesma forma, e o que era apenas uma informação sem importância, pode acarretar em diversos constrangimentos”.

Cuidados a serem tomados:

1) Critério na hora de repassar informações

Um dos muitos benefícios que a internet proporciona é a facilidade para reprodução de conteúdos. As informações devem ser verificadas e a fonte deve ter credibilidade. Nem tudo que está disponível na rede é verdade. “Repassar uma informação mentirosa não tira só a credibilidade de quem assina o texto como também de quem o manda.”

2) Falar dos colegas, chefes ou da empresa, nem pensar. Você será mal visto e chamado de no mínimo, de fofoqueiro

Algumas postagens podem ser bastante prejudiciais para sua carreira, por isso pense muito antes de fazê-las, mesmo que seja feita no seu Twitter pessoal e que ele esteja bloqueado. “A rede está ao alcance de todos. Seu amigo também tem amigos e num piscar de olhos seu comentário restrito vaza. Além de ser antiético não fica nada bem para o relacionamento no ambiente de trabalho”, explica o head hunter.

3) Cuidado extra para quem ocupa uma posição de destaque

Declarações feitas por profissionais em posições de destaque, mesmo que em suas páginas pessoais, inevitavelmente serão alvos de críticas e especulações pelos leitores. “É impossível controlar o desdobramento da informação uma vez que ela se torna pública, principalmente se a fonte da mesma é o protagonista da ação”, diz Ivan.

4) Não emitir opinião pessoal no perfil corporativo


Funcionários não podem emitir opiniões pessoais quando utilizarem as redes empresariais, mesmo que sua função seja alimentar esses espaços. “Isso pode ser causa de demissão por justa causa”.

5) Imagine-se dando uma entrevista ao vivo

Uma regra fácil é imaginar-se dando uma entrevista ao vivo para um grande público. Seja coerente, não invente nem tripudie. "A informação que você publica fica para sempre atrelada a você” finaliza Ivan.






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