segunda-feira, 31 de maio de 2010

Porta-vozes das empresas nas redes sociais





por Izabela Vasconcelos do Portal Comunique-se

O diretor da Andreoli MS&L e especialista em Comunicação Digital, Salim Malik, acredita que a participação ativa dos colaboradores de uma empresa nas redes sociais é a melhor estratégia para uma companhia se aproximar de seu público. Ele sugere que as empresas dêem mais liberdade para seus funcionários e permita que eles falem diretamente aos internautas.

“Cada funcionário pode sair e comunicar com o cliente. Procure colaboradores ativistas”, afirma. Para Malik, este é o primeiro passo para uma empresa entrar na mídia social, mas há certos cuidados que devem ser tomados, como esclarecer o que são informações públicas e o que é estratégico e interno. “Em todas as empresas você deve saber o que pode ou não falar. Tem que ter confiança no que vai falar. Esclareça essas políticas aos funcionários para que eles possam sair e se comunicar”.

Malik também adverte para a necessidade de resolver os “problemas da casa” antes de abrir ao público. “Para organizar quem vai sair você precisa saber quem pode lidar com crise. Você tem que antecipar o que pode acontecer ao entrar em uma mídia social. Se você não está preparado para fazer essa conversa com a mídia social, se você tem questões não resolvidas, você precisa resolver antes de sair por aí na mídia social”, aconselhou.

Como exemplo o especialista citou a companhia aérea Southwest, onde mais de 30 funcionários mantém um blog com suas experiências, e a Best Buy, com a Twelpforce, que conta com 2.600 colaboradores da empresa para atender o público pelo Twitter.

Depois de envolver os funcionários, é hora de interagir com os internautas. Para isso, Malik lembra do caso da Ford no lançamento do novo Fiesta, que ofereceu um carro para 10 pessoas por um período de seis meses e pediu que elas escrevessem um blog sobre suas experiências com o carro. Os blogs tiveram grande repercussão e foram acompanhados por milhares de internautas.

Outro exemplo citado foi o do Fiat Mio, no Brasil. Neste projeto o cliente sugere como deve ser o novo carro da empresa. “Deixaram o cliente livre, foi uma experiência excepcional”, afirmou.

O diretor da Andreoli MS&L disse que é importante quebrar barreiras e convencer a direção da empresa a adotar medidas mais democráticas. “É preciso exigir apoio dos executivos, que estejam envolvidos nesse processo”, concluiu.

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